Um jornalista é aquele que informa, aquele que procura a informação, aquele que vive da informação. Estar no momento certo à hora certa é sem dúvida uma busca desenfreada do jornalista. O desenvolvimento atingido, hoje em dia, pela tecnologia permite que o próprio cidadão seja activo na “arte” de informar e de captar a informação. Como não basta contar o que aconteceu em dado momento, em certa altura há a necessidade de captar, de registar cada pedaço dos acontecimentos. É neste ponto que as novas tecnologias se tornam cruciais. Um simples telemóvel pode captar o que poderá ser a notícia do ano ou a informação mais importante num certo caso. O cidadão comum, assim capacitado de registar ele próprio cada momento, passa a ser um informador, um jornalista. O cidadão ao mesmo tempo que é fonte é participante na própria notícia.
A internet foi, também, fomentadora do cidadão jornalismo porque é uma porta aberta a tudo o que se possa querer procurar. A ela está associada o crescimento desenfreado dos blogs. Assim, dentro da “blogosfera”, tanto jornalistas profissionais como pessoas sem formação jornalística podem informar e serem informados a qualquer altura.
Entre os dois termos (jornalista cidadão e jornalista profissional) existem diferenças que se baseiam essencialmente “nos produtores da informação (nos blogues, uma pessoa ou um grupo restrito; nos sites de citizen journalism, sempre várias pessoas às quais se pode juntar, em muitos casos, quem quiser); e no processo (os sites de citizen journalism incluem um sistema de revisão de conteúdo por editores ou pessoas com cargos semelhantes).”, como refere João Pedro Pereira, jornalista do Público no seu blog “Engrenagem”.
O cidadão passa a ter as mesmas “armas” de trabalho que o próprio jornalista enfraquecendo, decerta forma, a qualidade do jornalismo.
http://www.jppereira.com/engrenagem/?p=208
quinta-feira, 1 de maio de 2008
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